• Adriana Tanese Nogueira

A ESTUPIDEZ DE TODOS OS DIAS

A estupidez, como sabemos, se refere genericamente à falta de inteligência. Ela, porém, não é só a isso: para que haja estupidez é preciso ter um certo grau de espanto e de torpor devidos a causas tanto físicas (limitações cognitivas congênitas) como morais. A estupidez está associada a um aturdimento da sensibilidade, como se esta estivesse abafada. O estúpido vive num estado emocional embaçado, consequentemente numa condição cognitiva vagarosa.


A palavra estupidez vem do latim para estupor. A pessoa estúpida é aquela, portanto, em estado de estupor, por isso suas reações são frouxas. Segundo o historiador e economista italiano Carlo Cipolla, a característica principal da estupidez é a de causar dano a si e aos outros sem obter nenhuma vantagem. Não há racionalidade no comportamento do estúpido, entretanto, acrescenta o estudioso, há constância. De uma pessoa estúpida podemos esperar o mesmo comportamento sem sentido. Por isso, cuidado! As pessoas inteligentes tendem a subestimar as estúpidas e são frequentemente por elas pegas de surpresas e prejudicadas.


O estúpido é o atônito, é a pessoa atordoada que não sabe controlar as circunstâncias e as situações com todas aquelas variáveis e complexidade que fazem a realidade. Assim, fica confuso, olha em volta, perdido. E assim permanece. Os antigos consideravam a estupidez um estado de passividade: a pessoa sofre os acontecimentos sem ter poder sobre eles.


O significado da palavra "estupidez" sofreu inúmeras deformações, modificadas por outros tantos sentidos (a maioria dos quais de caráter depreciativo). Concentrou em si muitas características do ser humano, tornando-se sinônimo de "deficiência". Temos vergonha em falar de estupidez, de olhar para a nossa e para a dos outros. É difícil aceitar que haja pessoas estúpidas. Quem seriam? Alguém da família? Algum amigo? Entretanto, todos sabemos que a estupidez anda solta por aí, livre e solta comete seus pequenos e grandes crimes, seus absurdos quotidianos. Seria um ato inteligente pegá-la pelo colarinho e olhá-la de frente, não? Cipolla tem completa razão quando diz que os inteligentes são facilmente enrolados pelos estúpidos por eles desconhecer como funciona a estupidez.


Na história, estupidez tem sido associada também a ignorância e superstição, acarretando um certo limite intelectual. O tolo é aquele que não usa, ou não pode tirar o melhor proveito de sua inteligência. Sendo honestos: quanto da tua capacidade intelectiva você utiliza? Quantas vezes abdica do uso da sua inteligência para seguir fórmulas prontas?


Hoje em dia se usa o termo para apontar para o idiota. O estúpido hoje é menos bobo e mais idiota. Afinal, com tantos recursos que temos talvez possamos realmente considerar uma idiotice perseverar em não usar o próprio raciocínio, em não fazer o esforço do pensar. Dizia Jung que sendo o pensar o ato que implica empenho, as pessoas preferem julgar, o que se resume a repetir interpretações prontas e estereotipadas de realidades cuja natureza de fato se desconhece. As pessoas raramente se dão ao trabalho de se demorar sobre os fatos (situações, relações, emoções, pesadelos, etc.) e pensá-los antes de emitir frases prontas lidas em livros de autoajuda ou ouvidas em vídeos do YouTube.

Logo, pode-se deduzir que o homem estúpido é, por sua própria natureza, privado de liberdade. Ele não tem a habilidade de discernir e por isso ele não tem a capacidade de escolher. Sem a possibilidade de observar, distinguir, abalizar, ele não acumula experiência proveitosa, não aprende com a vida. Não faz conhecimento da vida que vive. Diante dos fenômenos do mundo, não sabe agir, nem interagir. Sem recursos internos, ele está condenado a repetir os mesmos erros, num círculo vicioso sem fim.


O antídoto para a estupidez? Aprenda a pensar com a sua cabeça, leia livros de qualidade, amplie seu vocabulário, desenvolva autoconhecimento e busque o sentido das coisas que acontecem, dentro e fora de você.


Quer saber mais? Clique aqui: As Leis Fundamentais da Estupidez Humana.


Adriana Tanese Nogueira - Psicanalista, Filósofa, Life Coach, terapeuta transpessoal, terapeuta de Florais de Bach, autora. www.adrianatanesenogueira.org. Boca Raton, FL-USA. + 1-561-3055321




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